terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Healed head on the way

"Society is afraid of alonedom, like lonely hearts are wasting away in basements, like people must have problems if, after a while, nobody is dating them.
But lonely is a freedom that breaths easy and weightless and lonely is healing if you make it.
(…)
Cuz if you’re happy in your head than solitude is blessed and alone is okay."

Today I woke up happy...
That just might mean...I am getting there!

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

Toníte


Time is never time at all
You can never ever leave without leaving a piece of youth
And our lives are forever changed
We will never be the same
The more you change the less you feel
Believe, believe in me, believe
That life can change, that you're not stuck in vain

We're not the same, we're different tonight
Tonight, so bright
Tonight
And you know you're never sure
But you're sure you could be right
If you held yourself up to the light
And the embers never fade in your city by the lake
The place where you were born
Believe, believe in me, believe
In the resolute urgency of now
And if you believe there's not a chance tonight
Tonight, so bright
Tonight
We'll crucify the insincere tonight
We'll make things right
, we'll feel it all tonight
We'll find a way to offer up the night tonight
The indescribable moments of your life tonight
The impossible is possible tonight
Believe in me as I believe in you, tonight

domingo, 2 de janeiro de 2011

O olhar profundo

Assustei-me quando reparei o olhar profundo que ele tinha....
Já tinha reparado nele, quando me havia sentado na mesa para ler o meu livro e beber o chá.
Tinha um ar carregado, profundo, a emanar uma infelicidade tão grande que assustava por ser quase contagiante...
Estava a beber imperiais, sozinho, a fitar o mar...apenas isso...a fitar o mar e a beber cerveja.
Com cerca de 40 anos, vestido de um típico casual de fim de semana, correcto.
Nas restantes mesas, o típico de Domingo à tarde em Carcavelos, uns casais de namorados, grupos de amigos, alguns com filhos pequenos, enfim, o normal de uma tarde de "quase-sol" com uma temperatura bem agradável em Janeiro.
Na praia os usuais surfistas, cães a passear os donos e um monte de gente a passear no paredão e mesmo na areia. Verifiquei, observei, confirmei uma vez mais, o número de pessoas que anda na rua com um ar tão infeliz...Aparentemente, as pessoas que tinham crianças pequenas, a brincar, estavam mais sorridentes...mas é só uma observação.
Mas os olhos....os olhos dele é que me chamaram a atenção. Assustaram-me porra. O homem estava num estado de suspense, tão pensativo que acho que se o abordasse ele nem reparava que falava para ele. Se calhar deveria tê-lo feito, perguntar se estava tudo bem (como se fosse necessário perguntar), mostrar-me prestável para ajudar....mas a verdade é que não tinha nada com isso...Tinha-lhe acontecido alguma coisa à muito pouco tempo, à tão pouco tempo que as reacções dele eram ainda nulas, dormentes, o tal olhar profundo batia tudo o que o rodeava...
Não o fiz, não o abordei, acabei o meu chá, paguei e saí. Provavelmente mais rapidamente do que seria de esperar, sem acabar o capítulo, esta pessoa estava a incomodar-me.
Fui passear à beira mar, ao longo da praia.
Soube-me mesmo bem, gosto de Carcavelos, já lá fui muito feliz....
Gostei deste meu final de tarde, mas fiquei a pensar neste olhar...

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Tudo novo de novo

Vamos começar
Colocando um ponto final
Pelo menos já é um sinal
De que tudo na vida tem fim

Vamos acordar
Hoje tem um sol diferente no céu
Gargalhando no seu carrossel
Gritando nada é tão triste assim

É tudo novo de novo
Vamos nos jogar onde já caímos
Tudo novo de novo
Vamos mergulhar do alto onde subimos

Vamos celebrar
Nossa própria maneira de ser
Essa luz que acabou de nascer
Quando aquela de trás apagou

E vamos terminar
Inventando uma nova canção
Nem que seja uma outra versão
Pra tentar entender que acabou

by:Paulinho Moska

sábado, 4 de dezembro de 2010

O toque

Estou de olhos fechados.
Sinto a mão dela a percorrer-me o cabelo, a tocar-me a nuca, quase a avaliar as
irregularidades da minha face....
Sinto que estou a ser descoberto. Que, de olhos fechados, me toca as sobrancelhas, a orelha, o nariz, a testa e novamente o cabelo.
Estou de lado, igualmente de olhos fechados, pura e simplesmente a sentir este arrepio, a usufruir o momento, a deixar-me levar...e a gostar, a amar, a adorar.
Sinto que devo devolver.
Inicio com a minha mão o toque nos seus cabelos, começo a passar suave e gentilmente os dedos pela sua orelha, descaio para a testa e entre os olhos, aqui ainda mais ao de leve...
Abro os meus olhos suavemente.
Verifico que estou a ser observado. Não sei à quanto tempo, mas os olhos dela são de um amor verdadeiro, de quem provavelmente me sente perto mas que ainda não sabe dizer o que sente de outra forma...com este momento não é mesmo necessário...
Ela, no seu estado de quase dormência absoluta, continua a acariciar-me e, do nada, sem que nada o fizesse prever, quebra o silêncio e diz baixinho:
- Gosto muito de ti papá!
Fechou os olhos. Sei que vai dormir descansada!
Sentir-mo-nos ser tocados é bom. Mas tocados cá dentro é tão melhor...

terça-feira, 30 de novembro de 2010

Brigádámãe

Ontem tive mesmo a certeza de que a minha casa não irá ser uma desarrumação pelo facto de ser apenas eu, por estar sozinho ou por receber pessoas em casa!
Ontem tu e tu tiveram lá a jantar e a coisa correu, uma vez mais, muito bem!
Depois de sairem, ainda tirei a roupa e a loiça das respectivas máquinas e arrumei tudo o que estava sujo. Puxando dos galões, a verdade é que a sala e a cozinha ficaram um brinquinho!
Ora, cheguei á conclusão de que, esta minha faceta de arrumação de casa, devo-a á minha mãe.
A casa dos meus pais sempre primou pela arrumação, pela disposição das coisas e a verdade é que nunca tinha valorizado muito a coisa, tendo a coisa entrado inconscientemente.
Depois, vivi estes anos todos na minha casa e ela sempre esteve arrumada, limpa, organizada, mesmo não sendo eu o "protagonista", era o "utilizador" e obviamente sabia, verificava e ajudava, caso alguma coisa tivesse desarrumada ou suja, ou fora do lugar.
A diferença mental é que, agora sou apenas eu a ter o trabalho, a ter de ter o gosto pela arrumação e aprumo de minha casa, a comprar as coisas necessárias para que isso seja verdade e a usufruir da mesma.
É obvio que me preocupa que os meus filhos não sintam muitas alterações nos seus espaços, mas se for para melhor quem não gosta...
Pois então Brigádámãe por me teres passado estes princípios, vou fazer o meu melhor para os passar às crianças.
E tu? Bem, tu sabes que "mi casa es su casa"!

domingo, 28 de novembro de 2010

Ufff..

Hoje acordei bem disposto, como não acordava há muito tempo!
Puxa pá, mesmo à muito tempo, agora que penso nisso...
A razão? Não tenho a certeza, mas o facto de ter recebido um prémio e ter muitas coisas de decoração para comprar pode estar na sua origem...
Não querendo parecer abichanado com o facto de andar mais excitadito com a decoração, hoje fui comprar mais coisas para a minha casa!
Cozinha redecorada nas cores, sala re-alterada...
Prá semana faço a árvore de Natal com os meus filhos cá em casa!!!
Lavei as tartarugas que, dada a sua dimensão sujam imenso...
Ainda olhei para um tapete para o meu quarto mas ainda não era "aquele!", para este eu tenho tempo...Vou mandar fazer primeiro aquelas fotos que alterei e que te comentei...
Bom, dizem que o dinheiro não trás felicidade....mas que ajuda ajuda pois, tudo somado, ainda gastei uns euros.
Esta semana vem o subsidio de Natal o que também é bem bom...talvez o ponha na poupança.
A prontus, agora vou sair de casa e meter-me em mais uma loja, mas esta mais de gajo do que de casa....
Ufff, que cansaço, mas pela necessidade e com prazer!!!